segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pois é, ainda há coisas que chateiam o campista !




Você se organiza todo, mobiliza a família, separa tudo com antecedência (ou não), acondiciona no carro, pega estrada, chega no camping, descarrega as tralhas, monta tudo e finalmente quando vai curtir, acontecem as coisas que mais chateiam um campings. Abaixo relacionamos algumas delas:

- Vizinhos inconvenientes
Uma verdadeira balada sertaneja ou funkeira bem do lado do seu equipamento, ou mesmo distante, porém tão estridente que ecoa por todas as dependências do camping.
Mesmo durante o dia, acreditamos que haja um bom senso quanto ao limite de som.
Aqui, como em outras ocasiões, vale a regra: “E se todos fizessem isso ao mesmo tempo”. Ou seja, e se todos decidissem ouvir suas músicas prediletas à todo volume? E se todos decidissem “tocar o terror” ao mesmo tempo?

- Temporais
Para muitos despreparados (e até para alguns preparados), uma tormenta pode arruinar a alegria durante um acampamento.
Previna-se, leve lonas e corda/elásticos de sobra. Proteção anti-chuva nunca é demais.

- Animais (domésticos)
Quem é acostumado a acampar saber que os campings quase sempre possuem alguns mascotes. Cães e gatos.
Adoráveis, fazem a alegria do ambiente arrancando sorrisos de crianças e adultos.
Porém a graça acaba na primeira noite que eles vêm até seu equipamento atrás de comida. E geralmente conseguem, “roubam” o que você deixar descuidado.
O ideal é sempre acondicionar sua comidas em containers de plástico, potes, etc. (Já vi um pessoal usando até sapateira com zíper, sem os sapatos...ufa, rs)

- Queda de energia
Hoje em dia somos tão dependentes de energia elétrica que até mesmo em muitos campings não levamos uma lanterna sequer. No preocupamos apenas bocais, fios, plugues e lâmpadas.
No interior e litoral, qualquer ventania mais forte costuma interromper o fornecimento de energia de determinadas regiões por horas.
Se você estiver desprevenido e a na noite não houver luar, restará a você apenas dormir (sem sequer ir ao banheiro antes, rs).

- Estrutura decadente
Na fase de planejamento, você pesquisa na internet aquele camping formidável. Comenta daqui e dali e muitos amigos recomendam. E quando você chega lá descobre que é muito, muito diferente daquilo que você esperava.
Estruturas em ruínas, baixíssima segurança (ou nula), limpeza inexistente, funcionários mal educados, etc.
Para se precaver, tente descobrir quem foi e principalmente: Quando esteve por lá.

- Cultura segregadora
Você chega num camping e descobre que a área destinada às barracas é um espacinho minúsculo, lá no cantão do camping. E o pior, o pessoal dos chalés comentam em voz alta que os “barraqueiros” só fazem arruaça e só pioram o ambiente.
Aquele ambiente tão pesado que você fica até envergonhado de falar que está em barraca.
Uma boa dica para não se sentir assim é ter orgulho de ser campista, de que tudo aquilo que esse pessoal se orgulha, só está ali porque num passado recente foram as barracas que tornaram possível a implantação de campings no Brasil.

- Lixo
Aquele pessoal que nunca se incomoda com sujeira. Acumulam sujeira e pouco ligam para o mau cheiro e proliferação de moscas.
Nesse caso não há o que fazer, afaste-se.

- Equipamento “gato por lebre”
Você verificou as especificações do equipamento antes de comprar, acreditou em todos aqueles testemunhais e foi lá, comprou sua barraca impermeabilíssima. E na primeira noite a chuva (sempre ela) começou a gotejar dentro da sua barraca, ou pelas costuras ou mesmo pelo tecido que, deixou passar microgotas e essas tornaram o ambiente tão úmido que parecia que estava dormindo sobre uma toalha de banho molhada.
A dica é, por mais confiável que seja seu equipamento (e marcas como Quechua por exemplo são mesmo), leve em consideração utilizar alguma proteção adicional.
Gostamos de utilizar gazebos e/ou lonas sobre as barracas que temos e tivemos. Muita gente nos perguntou: “Mas ela não é boa na chuva”. E respondíamos que não era uma questão de ser ou não “boa na chuva”, tratava-se de um zelo pelo equipamento, protegendo-o de quedas de galhos de árvores, fezes e dejetos de pássaros, seiva (no caso de pinheiros) e principalmente o implacável sol.
Até hoje não conheci um matéria sequer capaz de suportar longas exposições ao sol. Proteger seu equipamento garantirá uma sobrevida de no mínimo 10 anos, garanto.

- Presença de sinal 3G (ou Wifi grátis)
Você está ali, em contato com a natureza e com tempo de sobra para bater papo, conhecer pessoas, fazer seu churrasco, etc e sempre tem um tonto que não larga em momento algum o telefone móvel.
Os celulares (e tablets) está tão presentes na vida das pessoas que, diante da ausência de sinal 3G alguns entram em desespero. Já presenciei brigas de casais porque um deles esqueceu a nécessaire com os carregadores de bateria do telefone.
Quer uma dica: Só acesse internet à noite, antes de dormir. E só use celular para tirar fotos, essa sim serão lembranças bacanas. Lembre-se, mais de 90% das pessoas nas redes sociais (mesmo sendo seus amigos e parentes) pouco estão ligando para suas fotos de equipamentos, cachoeiras, piscinas e camping. Ao menos que você participe do magnífico grupo de blogueiros campistas no Facebook e demais grupos dedicados ao campismo.

- Esquecimento de coisas realmente importantes
Já esquecemos cobertores suficientes no inverno, já deixamos em casa a caixa com todas as comidas, já esquecemos de levar lâmpadas, já esquecemos de levar determinadas peças de roupa, etc, etc.
Talvez seja a coisa mais comum entre os campistas a tal expressão: “Putz, deixei em casa!”.
Todo mundo recomenda check-lists, etc. Mas quer saber, esquecer algumas coisas é até legal para a aventura ficar mais engraçada.
Somos absurdamente adaptáveis, pode apostar !

E a lista vai longe, para não estender demais esse post, vou terminar aqui.
Quem lembrar de mais coisas e quiser compartilhar, fique a vontade para publicar um comentário.

Forte abraço e até breve.

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