quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Quanto mais, melhor ! .... Será?



Não há intenção alguma de nossa parte colocar em questão a forma como vem sendo conduzidas as organizações dos eventos que participamos. O objetivo deste post é apenas um convite à reflexão sobre um determinado tema: os eventos campistas (acampadas em grupo, encontros, etc...).

Já explicamos aqui bastante coisa sobre o quanto adoramos os encontros de campistas dos quais participamos e até já chegamos a organizar uns pequenos.

A satisfação sempre é geral e os elogios são unânimes. Todos gostam!

Ocorre que notamos certa obsessão pela superação de recordes de participações quando comparadas as edições anteriores.
Uma busca por mais participantes é natural e bacana. Expandir o número de participantes inevitavelmente proporcionará mais experiências boas a todos os envolvidos, mais intercâmbio de ideias, mais amizades entre as pessoas, entre outras inúmeras coisas boas.

Mas até onde isso pode chegar?

- Por que investir esforços na promoção do evento em busca desse recorde?
- Será que com muitos membros participando dos eventos não se perderá o controle em algumas situações?
- Será que quantidade significará qualidade?
- Será que não estamos nos comprometendo demais com empresas anunciantes/incentivadoras? (e oferecendo esse número de participantes como moeda de troca para prêmios, incentivos, etc...).
- Será que as “condutas campistas*” que tanto cultivamos e estimulamos entre nossas turmas serão mantidas num grupo tão grande como esse pretendido?
* Entende-se por “condutas campistas” uma reunião de comportamentos e valores que os grupos familiares fomentam.

Não podemos correr o risco de criar um “monstro” incontrolável em que, por força de inúmeros membros com perfis variados, perderemos nossa essência tão cativante do início: família, coexistência e amizades.

Relembramos que a posição do nosso blog é a favor da expansão sim. Porém talvez esteja na hora de organizarmos desde já determinados pontos para que eles não se tornem irreversíveis no futuro.
Multiplicar nem sempre é somar!