quarta-feira, 22 de abril de 2015

Bate a bunda no rio !

Foto meramente ilustrativa, ainda bem! Já pensou um frio desses por aqui? To fora !

Claro que para quem, assim como eu, adora o calor; A ideia de acampar no frio não soa muito bem.
Pensamos logo nos possíveis problemas para dormir, para tomar banho, etc.

Confesso, fizemos isso por 3x (acampar no inverno) e quer saber, adoramos !

Mesmo por poucas vezes acampando em condições frias, me sinto a vontade para deixar aqui alguns pontos que observei e que talvez possa ajudar algum leitor que procura informações sobre o tema.

O principal é se preocupar com bons recursos para lhe manter aquecido na hora de dormir, pois realmente o frio “bate” mais forte nas noites. Então a dica é comprar sacos de dormir, para o casal prefiram aqueles que se unificam pelo zíper e formam um só grandão. Além dos sacos de dormir, exceto se você comprar os para frio extremo, pense em algo para ir além dele da proteção que ele dá, pense em edredons convencionais (sugiro os de mala da loja M.Martin ou Zelo), pois os de malha são mais pesados e assim ajudam a diminuir eventuais espaços por onde o ar frio pode entrar.

Mais importante de tudo, algo para isolar o colchão do solo (terra/grama/areia/cascalho). Pois é em contato com o terreno que o ar de dentro do colchão esfria absurdamente e esse conjunto “rouba” o calor do que estiver em cima, no caso os corpos.
Ou seja, de nada vai adiantar colocar camadas de cobertores, edredons, sacos de dormir, etc se o calor “escapar” pela parte de baixo.

Nós usamos um tapete* vendido na Decathlon entre o piso da barraca e o colchão (já ouvi gente que isola utilizando camadas de folhas de jornais), e entre o colchão e o saco de dormir utilizamos um cobertor de lã (daqueles tipo Parahyba xadrez) e por cima deles um lençol com elástico nas pontas para prender ao colchão.

*Não chega nem a ser o isolante mesmo, aquele que de um lado é aluminizado e do outro EVA grosso, é um mais simples ainda, um tapete que de um lado é pano de trama e do outro uma espécie de plástico.


Fatiando tudo isso teremos, de baixo para cima, entre a terra e o céu:

1 – Terra ou areia
2 – Grama ou nada
3 – Plástico para não sujar o piso da barraca
4 – Piso da barraca (quartos)
5 – Isolante térmico
6 – Colchão inflável
7 – Cobertor de lã
8 – Lençol com elásticos
9 – Saco de dormir (parte de baixo)
10 – Nossos corpos
11 – Saco de dormir (parte de cima)
12 – Edredon de malha
13 – Teto do quarto da barraca
14 – Sobreteto da barraca
15 – Céu

Cá entre nós aqui, com todos esses recursos (recursos baratos diga-se de passagem) combinados a um vinhozinho antes de dormir, na boa; Frio você não vai passar.
Difícil mesmo vai ser levantar no meio da madrugada para ir ao banheiro.

Sobre fogueira, bem, não curto muito. Além do perigo há aquela fumaça que impregna em tudo, pessoas, barracas, roupas, toalhas, etc. Mas não sou absolutamente contra não, nessa questão sou democrático, vence a maioria que estive comigo.

No mais, vamos aproveitar o frio !




quarta-feira, 15 de abril de 2015

Isso é a maior putaria !




Não é nada legal quando um camping:

- Cobra estacionamento (normalmente ocorre em campings pequenos de praia);
- Além das diárias por pessoa, cobra também por barraca (ou tamanho de barraca);
- Inventa taxa para utilização de frigobar;
- Não deixa entrar na área de piscina com bebidas “de fora” (vidro tudo bem, eu concordo, mas latas e plástico é abusar);
- Não aplica as regras estipuladas e acordadas em termo assinado na admissão do hóspede/visitante ao local;
- Mantem no quadro de funcionários pessoal mal treinado e de cara feia para atender o público;
- Não oferece um canal eficiente de contato com gerência/diretorias/proprietários do camping (caixas de sugestões que só os gestores possam abrir ou e-mail para tal);
- Mantem equipamentos deteriorados em uso sem que estes sofram manutenção (parquinhos enferrujados, toboáguas com bordas “vivas”, etc.);
- Fecha a piscina cedo demais em pleno verão;
- Deixa a lanchonete cobrar preços abusivos;
- Cuida muito mal dos banheiros;
- Pouco liga para a precariedade das instalações elétricas, colocando todos em risco [Eletricidade = corrente] [corrente elétrica + mal contato = faiscamento] [faiscamento + barracas = fogo]);
- Não atualiza o site do camping com informações pertinentes aos campistas;
- Empanturra a estrutura com pessoal de “Day use” ultrapassando a capacidade da estrutura ou então não delimitando as áreas de uso (permitir circulação livre entre as barracas);
- Prioriza mensalistas com chalés em detrimento das áreas de camping;
Nesses 2 últimos casos, acho que deva haver um equilíbrio entre as 3 modalidades.

- E por ai vai, tratam os clientes como mero consumidores.

Mais uma vez, fenômenos como esses nos ajudam a termos respostas aos questionamentos sobre evolução e ascensão de alguns campings e queda livre e fracasso de outros.

Amigo proprietário de camping: Desça do salto alto, renove-se (se preciso, peça ajuda), ainda dá tempo !


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Acho que o meu site está bom como está !


Noto que ainda há muitos empreendimentos voltados ao campismo que não enxergam a internet como principal canalizador e “fidelizador” de clientes.
Em meus papos, pesquisas e observações concluo intuitivamente que cerca de 90% de tudo que o mercado do campismo movimenta passa em algum momento pela internet.
Seja em sites, blog, fóruns on-line, grupos em redes sociais, chats, etc, a informação que o pessoal que consome o campismo está na internet.
Hoje mais do que nunca há uma farta quantidade de informações, conteúdos e pessoas envolvidas virtualmente.
A cada nova tecnologia que surge para essa finalidade, logo de cara surge também uma participação campista.

Na outra ponta de toda essa vanguarda há, inexplicavelmente, gestores de alguns comércios estritamente voltados ao campismo que não dão a mínima para todo esse movimento.
Aqueles campings que possuem o mesmo site desde 2005, com fotos dos anos de 1970, 80, 90 ilustrando as dependências e estrutura.
Informações desatualizadas, com a área de preços como “consulte-nos”, com e-mail do Yahoo, Bol ou ZipMail, entre muitos outros “descasos” com a que é hoje a principal aliada de um negócio, a internet.

Mas talvez isso ocorre pelos custos envolvidos: Respondo, para manter um site no ar não vai gastar mais do que R$18,00/mês de hospedagem e R$ 30,00/ano de domínio, talvez mais um pouco para alguém desenvolver um site legal (dica: Faça permuta com algum campista), no mais, para completar, se envolva com o desenvolvimento do conteúdo caprichando nas fotos (pode ser com celular mesmo), atualizando semanalmente as informações do site, blog e redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter entre outros.

Em resumo, cuide bem da sua vitrine online. Caso contrário continuará sem entender porque muitos campings prosperam e o seu continua mais vazio a cada dia .

Ah! Quanto as fotos antigas que você tem do seu camping, não dispense-as jamais ! Crie um espaço no site exclusivo para isso, a turma toda vai adorar ver como era o camping décadas atrás.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Quem diria



Pensei, pensei e pensei e decidi. Vou tomar a frente e tentar juntar uma turminha para mais acampadas. Deu no que deu.
Sim, “mini” porque foram eventos secundários ao grande evento anual que agrupa e festeja a enormidade da nação campista que segue o Grupo dos Blog Campistas no Facebook.
Assim, decidimos denominá-los Mini Encontros sazonais, disso sugiram as hashtags #MEV, #MEO, #MEI e #MEP, onde “V” é verão, “O” é outono, “I” é inverno e “P” e primavera, além é claro dos encontros VQQ (Vai Quem Quer).

Neste mês de março de 2015 realizamos o #MEV15, que seguiu a mesma lógica dos anteriores: Juntar tudo de forma simples e sem cronogramas, tudo é decidido na hora e no improviso.
Exceto pela Festa Brega, o MasterChef Barraca e o Camping Awards, que decidimos fazer e organizar um pouco com antecedência, o restante foi tudo ideia conjunta dos participantes.
Foi assim que tudo começou.

A Rose e eu saímos de casa na quinta-feira (12/03) à tarde e chegamos no Camping sede do evento no final da tarde.
O camping sede do evento foi o novíssimo Camping Lyrimar.
Logo de cara percebemos que aquele era um lugar especial, não só pela estrutura gostosa de gramado amplo, instalações bem cuidadas, tudo novo, bem conservado e pintado, a piscina impecável, mini mercado, quiosque amplo com churrasqueira, banheiros limpos e com materiais/suprimentos de qualidade (papel higiênico, toalhas de papel para secar as mãos, sabonete líquido), etc, etc... E é claro o principal, e quem segue o nosso blog sabe que valorizamos isso acima de tudo, foi a receptividade dos funcionários do camping. No caso do Lyrimar são os proprietários Sr. Toninho e Lourdes, o casal mais simpático que já conhecemos em nossas aventuras campistas.
Não há como descrever com palavras o quando essa dupla de anfitriões nos tratou bem, confesso, foi amor à primeira vista. Tudo que eu perguntava para o Sr. Toninho ele me deixava em casa, pré-autorizou tudo, nos recebeu com absoluta amizade e sincero companheirismo.
Na boa, estou tentando mas não consigo descrever, só conhecendo eles para você sentir essa energia.

Voltando a nossa chegada na quinta-feira, fomos os segundos a chegar. Lá já estava o amigo Chiquinho e sua esposa Marli com seu motor-home fantástico. Outro casal nota 1.000, baita bom papo e amizade instantânea. Uma enorme pena foi que eles precisaram ir embora no dia seguinte. Senti a ausência deles.

Nos instalamos e no dia seguinte, na sexta, o pessoal começou a chegar da metade do dia em diante. Ai foi aquela alegria.
Eu não me continha em felicidade ao ver aquela turma toda se instalando sobre o gramado, espalhando tralhas para lá e para lá, erguendo barracas, puxando e fixando cordinhas, todos ali, lado a lado sem muita sequência e sem muita ordem. Todos juntos e misturados, todos sorrindo, todos interagindo num ambiente onde a maioria acabara de se conhecer, mas para quem observasse de fora apostaria todas as fichas que se conheciam há décadas.
A coisa seguiu noite a dentro, com churrascos improvisados entre as barracas, bebidas para cá e para lá, conversas à granel, risadas felizes, causos e mais causos e claro, mais gente chegando, se instalando e se juntando.

No sábado já estávamos praticamente todos lá. Uma ótima sequência seguiu até aproximadamente 11h da manhã, quando o meu amigo e maluco de acampada Afranio decidiu começar o evento Master Chef Barraca, com a ajuda do amigo e também doidão Marcelo Nenê, uma baita ideia para unir ainda mais todo aquele pessoal. Escolhemos o quiosque para sediar a coisa toda.
Deu início e muita gente se inscreveu na hora mesmo e participou. Você tem noção de como aquele ambiente ficou engraçado, harmonioso e claro, cheiroso com todas aquelas delícias sendo preparadas.
Uma comissão foi formada para avaliar os pratos e foram definidos os 3 melhores, dentre eles o campeão, no caso a campeã.
<saiba como foi isso assistindo o episódio em vídeo do Camping Repórter no final desse post.>

Ao término, seguimos com um churrasco coletivo envolvendo todo mundo. Foi maravilhoso !
A noite estava chegando e começamos, com a ajuda de muitos, a decorar o ambiente para a Festa Brega que viria a noite.
Finalmente a festa começou, uma roupa mais brega do que a outra, era cada figurino de cair o queixo. A turma caprichou !
Festa noite a dentro até aprox. 12:30, quando acabei com a música para não atrapalhar que havia ido dormir. Mas quem disse que a turma arredou pé, seguiram ali conversando madrugada a dentro.

No domingo pós ressaca decidimos premiar os vencedores das categorias do Camping Awards, os melhores e maiores do evento bem como os melhores figurinos da noite anterior.
Foram 12 pessoas que receberam o certificado do Camping Awards e mais 12 pessoas que receberam excelentes prêmios da loja Arte na Mata pelos melhores figurinos da noite.

Desmontamos tudo sob chuva constante, mesmo assim com sorriso no rosto e sensação satisfação. Era facilmente perceptível que todo mundo ficou feliz, : )

Assim foi o #MEV15, um evento rápido mas feito por aproximadamente 70 pessoas.
Já estou com saudades da Roseley; Patrícia, Mariana e Afrânio; Natair e Marcelo Nenê; Alessandra, Filhos e Marcelo; Patrícia, Heitor e Marcio; Fernanda, Filhos e Jorge; Juliana, Natália, Júnior e Fábio;  Giovana e André; Bruno e Renata; Sonêmia e Joel; Sheyla, Lorena e Lúcio; Andrea e Henryk; Leila, Giovane, Vitor e Reginaldo; Paula e Vitor; Sônia, Luigi e Adalberto; Luciano e Maira; Eliana, Filha e Ednaldo; Suzana, Rafaela, Pietro e Carlos; Vanessa, Melissa e Rodrigo; Ângela e Reinaldo; Thaise, Mariana, Mateus e Marcos; Cristiane, Raissa, Ryan e Rodrigo; Vanessa, Filhos e Nivaldo; Kalina, Pedrina, Thielly, Néia, Luiza, Larissa, Luiza, Izadora, Lucas, Joaquim, Clayton e Carlos; Roseli e mais um montão de amigos que esqueci os nomes (inclusive nos que escrevi acima pode haver enganos, trocas e grafias erradas, desculpem).

Quem diria heim?


Vídeo do Camping Repórter:


Não tirei foto alguma, mas a turma toda no Facebook tirou e publicou com a #MEV15
Que ver, basta digitar isso na busca do Facebook #MEV15.

Ah, tem algumas fotos nesse link aqui ó, é só clicar aqui.

Abração e até breve,

Danilo