quinta-feira, 14 de maio de 2015

Pequenos perigos (Animais peçonhentos)


Serpentes verdes, aranhas peludas demais, escorpiões pretos, esses e tantos outros animais peçonhentos levam fama de perigosos apenas por suas aparências.

Mas não se engane, em alguns raros campings pode haver alguns desses que realmente são perigosos, principalmente para crianças e pessoas mais sensíveis.
Assim, não há motivo para pânico, com apenas alguns cuidados bem básicos você pode salvar a sua família de um apuro que é passar um final de semana com alguma parte do corpo doendo demais e inchada.
Fato: O índice de acidentes com esses animais no Brasil é muito pequeno, e a letalidade menor ainda.

A Raquel Sodré do site da revista Super Interessante listou no último dia 4 de maios os 8 animais mais peçonhentos do Brasil, segue a matéria no melhor modo "CTRL+C", "CTRL+V":

O Brasil é um dos países com maior diversidade biológica do mundo. Segundo um estudo do Departamento de Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o país abriga um total de 1,8 milhão de espécies (sim, de espécies, e não de espécimes!) conhecidas.
Nessa lista, alguns bichos são mais fofos e carismáticos, como os golfinhos (<3) e as preguiças (<3 <3 <3). Mas quem dera o reino animal fosse constituído só de fofura. Dentre nossos quase 2 milhões de espécies, há também aquelas que são difíceis de engolir: os animais peçonhentos.
Diferentemente dos animais venenosos – que até produzem o veneno, mas não têm como aplicá-lo em você – os animais peçonhentos estão com a faca e o queijo na mão. Eles não só são venenosos, como sabem muito bem como te envenenar caso se sintam ameaçados. Na lista de hoje, vamos conhecer os animais mais perigosos da nossa fauna.

1. Jararacuçu
Jararacuçu
Créditos: flickr.com/photos/tiagopadua/
Ela é a responsável por 90% dos casos de envenenamento por animais no país. A picada causa muita dor e um sério inchaço no local. A parte picada também irá desenvolver bolhas e pode haver hemorragia local. Encontrada desde a Bahia até Santa Catarina – além de no Paraguai, na Bolívia e na Argentina -, ela também é conhecida como parona, surucucu, surucucu-dourada, surucucu-tapete, urutu-dourado e urutu-estrela.

2. Cascavel
cascavel
Crédito: Wikicommons/Cobracascavel
Os acidentes que envolvem essa cobra (30% dos acidentes com cobras registrados no Brasil) são bem menos numerosos do que os da colega de cima, mas isso não a torna mais legal. As picadas de cascavel têm um coeficiente de letalidade muito maior do que as da jararacussu, pois frequentemente os sintomas evoluem para a Insuficiência Renal Aguda (IRA). Normalmente, o local da picada não apresenta uma lesão evidente, só uma sensação de formigamento. Mas a vítima começa a apresentar dificuldade para abrir os olhos, aspecto sonolento, visão turva ou duplicada, dor muscular pelo corpo todo e o xixi começa a sair vermelho. Ou seja, se ouvir o chocalho, corra bem rápido para o outro lado.

3. Surucucu
surucucu
Crédito: Wikicommons/Lachesismutamuta
Os casos de picada por surucucu notificados são bem poucos, pois essas serpentes vivem em áreas florestais. Nessas regiões, além de não haver muita gente para ser mordida, o sistema de notificação dos acidentes é pouco eficiente – então, deve haver gente que é mordida e o caso fica desconhecido para sempre. Por isso, as informações sobre os casos de picadas de surucucu são bem escassas. O que se sabe, porém, é que as vítimas normalmente têm inchaço no local da picada, hemorragia e dor intensa. Elas também desenvolvem diarreia e alteração nos batimentos cardíacos.

4. Coral verdadeira
Coral_snake
Crédito: wikicommons/coralsnake
Ser picado por uma cobra coral é uma tarefa até difícil. Somente 0,4% dos acidentes envolvendo serpentes peçonhentas são causadas por elas. A parte ruim é que o veneno dessas cobras é o mais potente do país, e os acidentes com elas normalmente são graves. A pessoa pode ter insuficiência respiratória aguda e morrer. No local da picada, haverá uma pequena reação, e a vítima começará a ter visão dupla, dificuldade de ficar de olho aberto e também dificuldade para engolir. Mas as cobras corais não são agressivas de uma forma geral.

5. Aranha-marrom
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Créditos: wikicommons/Loxoscelesgaucho
Uma picada dessas pequenas aranhas certamente irão resultar em uma enorme ferida no local, e é comum a dor só aparecer horas depois do acidente. Quem já passou pela experiência diz que a dor parece a de uma queimadura por cigarro. O local fica inchado e a ferida custa a cicatrizar. A vítima também costuma ter um mal-estar geral, náuseas, febre e começar a fazer xixi com cor escura. Muito comuns no Paraná, a maioria dos acidentes com as aranhas marrons acontece quando a pessoa vai se vestir ou enquanto dorme e aperta a aranha contra a pele. A picada é a reação natural do animal ao “ataque”.

6. Aranha armadeira
Wandering_spider
Créditos: wikicommons/Wanderingspider
Para essa espécie, o ataque é a melhor defesa. Encontradas em bananeiras, folhagens, madeiras e pedras empilhadas, elas atacam quando se sentem ameaçadas. A dor da picada é grande, a vítima começa a salivar, ter náuseas, tremores e a suar muito. Parece que é grave, mas é muito raro que um acidente dessa natureza termine em morte.

7. Viúva-negra
IF
Crédito: wikicommons/Latrodectusmactans
Essas, sim, são perigosíssimas. Aliás, as viúvas-negras são das aranhas mais perigosas do país. Ela é pequena, mas seu veneno é superpoderoso. Encontradas nas vegetações de praia, nas restingas e até em áreas urbanas, a picada da viúva-negra tem sintomas similares a uma “bad trip” de algumas drogas. Além de uma dor muito forte no local da picada, a vítima pode começar a sentir sensação de angústia, agitação, excitação, confusão mental, dores e contrações musculares, rigidez no abdômen, alterações na pressão arterial e nos batimentos cardíacos. Tudo isso acompanhado de uma sudorese intensa.

8. Escorpião-amarelo
Tityus_Bahiensis_Brasil
Crédito: wikicommons/tityusbahiensis
Apesar de pequenos, os escorpiões amarelos são os que produzem os acidentes mais graves. Quando a vítima é uma criança menor de sete anos, o risco de moralidade é alto. A dor no local da picada vai de moderada a muito intensa, e a pessoa começa a suar muito. A temperatura corporal baixa, a pressão arterial sobe, a pessoa começa a salivar e a sentir náuseas. Aí vêm os tremores, as convulsões, alterações cardíacas, insuficiência respiratória e vômitos.

2 comentários:

  1. Como podemos evitar a entrada destes animais em nossas barracas ?

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    1. Olá, obrigado pela leitura.
      É praticamente impossível que esses animais entrem em sua barraca se mantiver o(s) ziper(es) do(s) quarto(s) fechado(s).
      Com relação ao entorno, bata ter atenção por onde pisa, montar sua barraca em grama "baixa", evitar deixar crianças sem calçado (a propósito, sempre observar bem o inteiro de calçados antes de colocar os pés), cuidado ao pegar lenha/folhas/galhos secos, pedras, etc.
      Em resumo, o melhor é não sair pisando ou botando a mão onde você não possa ver.

      No mais, desencanar um pouco pode te ajudar a vencer isso.
      Pense nas estatísticas, em por exemplo acampo a mais de 10 anos e nunca vi ninguém se ferir com esses animais.

      Minha opinião: Nada de veneno ou outras práticas (água fervendo em formigueiros, etc). Na natureza, os intrusos somos nós.

      Obrigado e forte abraço !

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